Poesia é a intenção estética pretendida pelo artista, que através da sua arte busca expressar uma ideia ou sentimento. Assim, a poesia é um elemento subjetivo e abstrato que está presente em poemas, pinturas, fotografias, músicas e qualquer outra forma de arte.
Poema é uma estrutura textual pertencente ao gênero lírico da literatura, organizado em versos e estrofes. O número de versos em cada estrofe é livre e pode variar dentro do mesmo poema. Com exceção da organização em versos e estrofes, não existem regras fixas que caracterizem os poemas. Assim, os poemas podem ou não conter rimas, aliterações, metáforas ou quaisquer outras técnicas ou figuras de linguagem, a critério do poeta. Poema é apenas uma das formas de expressar a poesia. Logo, Poesia é o quê – e Poema é como um o artista se expressa.
Soneto é um tipo especifico de poema marcado por estrtuta fixa e quatro estrofes, sendo dois quartetos (quatro versos) e dois tercetos (três versos), e os versos devem conter dez sílabas poéticas.
Prosa poética é o texto que apresenta forma de prosa, mas função de poesia, usando para isso algumas características típicas dos textos poéticos, como aliteração, metáfora, sonoridade das frases, etc. A estruturação do discurso pode ou não permanecer alongada, assemelhando-se, neste caso, a um conto ou romance, por exemplo. A obra mais citada como exemplo desse gênero é “Grande sertão: veredas - de João Guimarães Rosa”, excelente encontro entre prosa e poesia.
Poema em prosa (difere do anterior) é o texto poético composto de algumas linhas até algumas páginas ou mais; servindo-se ou não dos mesmos “artifícios” da poesia - aliteração, a metáfora, a elipse, a sonoridade das frases, etc – porém, não há quebra de versos.
Poema é uma estrutura textual pertencente ao gênero lírico da literatura, organizado em versos e estrofes. O número de versos em cada estrofe é livre e pode variar dentro do mesmo poema. Com exceção da organização em versos e estrofes, não existem regras fixas que caracterizem os poemas. Assim, os poemas podem ou não conter rimas, aliterações, metáforas ou quaisquer outras técnicas ou figuras de linguagem, a critério do poeta. Poema é apenas uma das formas de expressar a poesia. Logo, Poesia é o quê – e Poema é como um o artista se expressa.
Soneto é um tipo especifico de poema marcado por estrtuta fixa e quatro estrofes, sendo dois quartetos (quatro versos) e dois tercetos (três versos), e os versos devem conter dez sílabas poéticas.
Prosa poética é o texto que apresenta forma de prosa, mas função de poesia, usando para isso algumas características típicas dos textos poéticos, como aliteração, metáfora, sonoridade das frases, etc. A estruturação do discurso pode ou não permanecer alongada, assemelhando-se, neste caso, a um conto ou romance, por exemplo. A obra mais citada como exemplo desse gênero é “Grande sertão: veredas - de João Guimarães Rosa”, excelente encontro entre prosa e poesia.
Poema em prosa (difere do anterior) é o texto poético composto de algumas linhas até algumas páginas ou mais; servindo-se ou não dos mesmos “artifícios” da poesia - aliteração, a metáfora, a elipse, a sonoridade das frases, etc – porém, não há quebra de versos.
TOMARA (Poema)
Vinicius de Moraes
Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho
Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...
Vinicius de Moraes
Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho
Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...
SONETO DO AMIGO
Vinicius de Moraes
Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
Vinicius de Moraes
Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
MORTE (Poema em Prosa)
Paulo Venturelli
Lembrar que tudo morre é ordenar as coisas em ritmo de finitude. Ter em cada adereço um desenho de despedida. Assim, chegada a hora, tudo se solta com mais facilidade. Tudo cumpre seu papel de cinza e névoa dissolvendo-se no parlamento do dia. Findar-se. Eis a história. Todas as lutas estão amadurecidas. Ergue-se o braço e toca-se algum contorno. Não como alguém que se vai agarrar a ele. Como quem está empenhado em desfazer-se do último contato. Assim o mar toca a areia. A areia arregimenta os pés coroados de brancura. Eles vão para o fim com o canto doce do corpo turvo. Até tudo tornar-se sombra no mais além do gesto.
Paulo Venturelli
Lembrar que tudo morre é ordenar as coisas em ritmo de finitude. Ter em cada adereço um desenho de despedida. Assim, chegada a hora, tudo se solta com mais facilidade. Tudo cumpre seu papel de cinza e névoa dissolvendo-se no parlamento do dia. Findar-se. Eis a história. Todas as lutas estão amadurecidas. Ergue-se o braço e toca-se algum contorno. Não como alguém que se vai agarrar a ele. Como quem está empenhado em desfazer-se do último contato. Assim o mar toca a areia. A areia arregimenta os pés coroados de brancura. Eles vão para o fim com o canto doce do corpo turvo. Até tudo tornar-se sombra no mais além do gesto.

