“As leis de Deus não são obrigatórias para nós porque são decretos de Seu PODER, ou expressão de Sua VONTADE; mas porque expressam Sua infinita SABEDORIA. Não são certas porque são Suas leis, mas são Suas leis porque são certas.” (Alberto Pike, in Moral e Dogma, Volume 1, página 10).
Viveu Albert Pike exatos 82 anos e 95 dias. Foi iniciado aos 40 anos, em 1850, elevado a Comandante da Suprema Corte em cerca de 20 anos depois, ocupou funções relevantes no Supremo Conselho até o fim da vida, deixou um vasto legado para a construção e consolidação da Ordem e está entre os nomes mais seminais da filosofia e da ritualística modernas. Sua contribuição certamente é um dos pilares sobre os quais se assenta o Templo das ideias maçônicas de todos os tempos.
Foi educado em família cristã, sua religião era a Episcopal, de comunhão anglicana. Sempre muito aplicado, conseguiu ser aprovado na Universidade de Harvard aos 15 anos, mas não prosseguiu nos estudos por imposição da falta de recursos financeiros.
Viveu Albert Pike exatos 82 anos e 95 dias. Foi iniciado aos 40 anos, em 1850, elevado a Comandante da Suprema Corte em cerca de 20 anos depois, ocupou funções relevantes no Supremo Conselho até o fim da vida, deixou um vasto legado para a construção e consolidação da Ordem e está entre os nomes mais seminais da filosofia e da ritualística modernas. Sua contribuição certamente é um dos pilares sobre os quais se assenta o Templo das ideias maçônicas de todos os tempos.
Foi educado em família cristã, sua religião era a Episcopal, de comunhão anglicana. Sempre muito aplicado, conseguiu ser aprovado na Universidade de Harvard aos 15 anos, mas não prosseguiu nos estudos por imposição da falta de recursos financeiros.

Teve que trabalhar para sobreviver e se tornou um autodidata. Mesmo assim, galgou os mais altos degraus entre a intelectualidade de sua época, em que pesem as privações sofridas em seu tempo por efeito de uma insana Guerra Civil que devastou a riqueza da nação norte-americana.
Começou cedo como editor de jornal. Casou-se com Mary Ann Hamilton em 1834, aos 25 anos, com quem teve 11 filhos. Em 3 anos recebeu das mãos de Albert Gallatin Mackey os 33 graus. Em 1858 passou a fazer parte da Suprema Corte do Supremo Grau 33 da Jurisdição Meridional dos Estados Unidos. Poucos anos depois, tornou-se o seu Grande Comandante. Esteve ligado à Suprema Corte ocupando inúmeros cargos até o fim de sua vida, em 1892, deixando um legado que repercute fortemente em todo o mundo ocidental onde se pratica o Rito Escocês Antigo e Aceito. Suas ideias estão muito presentes na Maçonaria que se pratica no Brasil, inclusive é um dos nomes frequentemente citados nas bibliografias dos autores locais.
A Guerra Civil o levou à pobreza extrema, como milhares de famílias americanas. Naquela realidade de terra arrasada, Pike endividou-se muitas vezes para acudir o próprio Supremo Conselho. Em 1879, passou a receber uma anuidade de US$ 1.200 por decisão da Suprema Corte até o fim da vida, provavelmente menos do que merecia pelos relevantes serviços prestados e sacrifícios pessoais a bem da Ordem.
Pike iniciou a revisão do Ritual Escocês em 1855, terminou-a em 1858, porém o Supremo Conselho o aprova em definitivo em 1861. A obra de Pike é vasta, em torno de 30 obras, abordando inúmeros temas maçônicos, iniciáticos, políticos, religiosos, com pleno conhecimento das grandes obras da Sabedoria Antiga gregas, egípcias e hindus. Era um erudito de primeira linha, com um sólido conhecimento baseado no domínio de línguas como o sânscrito, grego, o latim e o hebraico, que muito o auxiliaram a penetrar nas sutilezas dos Grandes Iniciados e relacionar tais conhecimentos com a cultura maçônica.
A respeito da revisão dos graus filosóficos, se diz no prefácio à edição em português de O Pórtico e a Câmara do Meio: “Alberto Pike, um dos mais destacados Soberanos Grandes Comendadores do Supremo Conselho dos 33 Graus do Rito Antigo e Aceito da Jurisdição Meridional dos Estados Unidos da América, líder dos Supremo Conselho por trinta e dois anos ininterruptos, surge na História da Maçonaria como um dos mais importantes expoentes intelectuais. Foi um dos mais eruditos e importantes sistematizadores da história e dos graus simbólicos e filosóficos do Rito Escocês Antigo e Aceito, transcrevendo em suas principais obras a liturgia e os procedimentos ritualísticos dos Graus Escoceses.”
Autor de obras importantes e definitivas para a Maçonaria, sua obra monumental Moral e Dogma, no entanto, é a mais conhecida e a que o celebrizou em todo o mundo. Registre-se que o termo ‘dogma’ por ele utilizado significa ‘doutrina’ e não tem nenhuma relação com ensinamentos dogmáticos. Ao contrário, são conceitos muito abertos, modernos e avançados para sua época, de teor universal, profundamente válidos mesmo na atualidade, em pleno século XXI. Continuarão valendo, dadas as fontes nas quais ele os bebeu.
Nesta obra vamos encontrar a moral dos graus e sua doutrina como procedimentos e prática dos rituais, com conexão com a Sabedoria Universal bebida nas mais consagradas obras, como a Bíblia (de forma muito especial nos Livros de Ezequiel, Daniel, Isaías, Jeremias, Sinóticos, João e Apocalipse), na Torá, no Zohar, no Bahir, no Talmude, no Corão, no Mahabharata, na Tábua das Esmeraldas, no Veda, no Zend-Avesta, no Tao-Te-King, só para citar alguns. Estão presentes, por consequência, os titãs do pensamento que construíram o legado mais profundo da humanidade como Abraão, Moisés, Hermes Trismegisto, Osíris, Zoroastro, Lao-tsé, Buda, Confúcio, Pitágoras, Sócrates, Platão, Aristóteles, Fílon, Plotino, Cristo, Krishna, São Paulo, São João Evangelista, os profetas maiores e menores do Velho Testamento, São Francisco de Assis, São Tomás de Aquino, Santo Agostinho, Lutero, Calvino, os pensadores e filósofos da Idade Moderna e os seus contemporâneos.
Moral e Dogma, publicado em 1871, possui os graus simbólicos de Aprendiz, Companheiro e Mestre Maçom e os graus filosóficos do 4º ao 32º, com denominações muito semelhantes às que conhecemos no Supremo Conselho do Grau 33 do REAA da Maçonaria para a República Federativa do Brasil. No Brasil, esta obra está publicada pela YOD Editora, em 7 volumes, com tradução de Celes Januário Garcia Junior e Glauco Bonfim Rodrigues.
No prefácio do autor, o próprio Pike diz que “os ensinamentos dessas Leituras não são sacramentais, na medida em que vão do reino da Moralidade, para aqueles domínios do Pensamento e da Verdade. (...) Todos estão completamente livres para rejeitar e discordar de qualquer coisa aqui que possa lhe parecer falsa ou insalubre. Apenas é requerido que se pese o que é ensinado e que se dê uma audiência justa e um juízo despreconceituoso.” Como o leitor pode observar, um homem de mente aberta e avançada como Pike sabia da importância do livre-pensamento e da livre-expressão, o que já basta para retirar da palavra dogma qualquer sentido fechado e definitivo. Ele se posiciona como todo bom e responsável maçom. O pensamento deve caminhar de mãos dadas com a Verdade, sem camisa-de-força, porque a falta de liberdade mata as ideias.
Seu trabalho gigante rende frutos até nossos dias, com influência marcante onde o Rito Escocês estiver presente, dada a largueza de suas ideias, destituídas de qualquer tipo de preferência ou sectarismo. As palavras, a propósito da revisão dos Graus Simbólicos e Filosóficos encetada por Pike, extraídas do prefácio de O Pórtico e a Câmara do Meio – outra obra monumental dele que sistematiza o Templo maçônico explicando o significado de cada detalhe – atestam a sua independência de pensamento: “Pike, nesta tarefa hercúlea a que se propôs (a revisão dos 32 graus do REAA), fortaleceu os ensinamentos do Rito Escocês Antigo e Aceito, expurgando todo tipo de sectarismos e adversidade política do conteúdo dos rituais, estabelecendo uma rota de desenvolvimento intelectual, o que colocou o Supremo Conselho da Jurisdição Meridional na posição de mais influente e atuante de todo o mundo. Ele engrandeceu o conteúdo das Instruções aos diversos graus com um amplo conhecimento das culturas antigas (...) fundamentando e comprovando o que antes era apenas perceptível em nossos rituais.”
Pike, citado por muitos, é lido por poucos, o que é uma pena! Para estimular os que por aqui passarem a lerem-no e estudarem-no, deixamos algumas citações a título de ilustrações de suas ideias.
“A Força cega do povo deve ser economizada e também gerenciada, assim como a Força cega do vapor, que levanta os pesados braços de ferro e gira as grandes rodas...”
“Os dois grandes motores são a Verdade e o Amor.
“O Poder, em um exército manejado pela tirania, é a enorme soma total da fraqueza absoluta; e assim, a Humanidade trava guerra contra a Humanidade, a despeito da Humanidade.”
“Despotismos, vistos no passado, tornam-se respeitáveis, como a montanha eriçada de rochas vulcânicas, áspera e horrenda, parece ser, através da neblina da distância, azul, macia e bela.”
“Toda loja é um Templo, no todo e em seus detalhes simbólica. O próprio universo forneceu ao homem o modelo dos primeiros templos edificados à Divindade.”
“O divino sempre se mistura com o humano; o espiritual se mescla com o terreno; e existe algo espiritual nos deveres mais comuns da vida.”
“É mais difícil para um povo manter do que ganhar a sua liberdade.”
“Um povo pode suportar usurpações militares, Estados subjugados se ajoelharem e usarem a canga, enquanto sob pressão da necessidade; mas, quando a necessidade desaparece, se o povo estiver preparado para ser livre, o país submerso virá à tona e reaparecerá, e a Tirania será adjudicada pela História por ter assassinado suas vítimas.”
“A Maçonaria deve ser uma energia que encontra seu alvo e efeito na melhoria da humanidade. (...) Os três grandes princípios da ocupação de um maçom são Amor Fraternal, Assistência e Verdade.”
“Apenas Deus é Sábio. A sabedoria do homem não é senão um reflexo e a imagem da imagem de Deus.”
“Todos os seres emanaram do Ser Supremo: quanto mais próximo um ser está d’Ele, mais perfeito é; quanto mais remoto na escala, menor sua pureza.”
“A Maçonaria armazenou essas doutrinas (da Sabedoria antiga), do trigo peneirado do joio, da Verdade separada do Erro, no fundo de seu coração, e através dos fogos da perseguição, e das tempestades da calamidade, as trouxe e as entregou para nós.”
“A medicina universal para a Alma é a Suprema Razão e a Absoluta Justiça. “
“A fé começa onde a razão mergulha exausta.”
“Não se deve, na verdade, nem escrever e nem falar contra ninguém neste mundo. Aqui cada um tem o bastante para fazer, observar e tomar conta.”
“Um homem não pode aumentar sua estatura, mas pode ampliar sua alma. Por um ato da vontade ele pode transformar-se num gigante moral, ou diminuir até tornar-se um pigmeu.”
Oxalá motivado pelas citações acima, retiradas ao sabor do acaso de sua obra Moral e Dogma, possa você, leitor, embrenhar-se na floresta de ideias (lembrem-se que são sete tomos, há muito a explorar!) deste insigne pensador maçônico e grande intelectual, de sólida erudição, e encontrar pérolas de sua sabedoria na fonte original.
A provocação está feita, o desafio está lançado!
Começou cedo como editor de jornal. Casou-se com Mary Ann Hamilton em 1834, aos 25 anos, com quem teve 11 filhos. Em 3 anos recebeu das mãos de Albert Gallatin Mackey os 33 graus. Em 1858 passou a fazer parte da Suprema Corte do Supremo Grau 33 da Jurisdição Meridional dos Estados Unidos. Poucos anos depois, tornou-se o seu Grande Comandante. Esteve ligado à Suprema Corte ocupando inúmeros cargos até o fim de sua vida, em 1892, deixando um legado que repercute fortemente em todo o mundo ocidental onde se pratica o Rito Escocês Antigo e Aceito. Suas ideias estão muito presentes na Maçonaria que se pratica no Brasil, inclusive é um dos nomes frequentemente citados nas bibliografias dos autores locais.
A Guerra Civil o levou à pobreza extrema, como milhares de famílias americanas. Naquela realidade de terra arrasada, Pike endividou-se muitas vezes para acudir o próprio Supremo Conselho. Em 1879, passou a receber uma anuidade de US$ 1.200 por decisão da Suprema Corte até o fim da vida, provavelmente menos do que merecia pelos relevantes serviços prestados e sacrifícios pessoais a bem da Ordem.
Pike iniciou a revisão do Ritual Escocês em 1855, terminou-a em 1858, porém o Supremo Conselho o aprova em definitivo em 1861. A obra de Pike é vasta, em torno de 30 obras, abordando inúmeros temas maçônicos, iniciáticos, políticos, religiosos, com pleno conhecimento das grandes obras da Sabedoria Antiga gregas, egípcias e hindus. Era um erudito de primeira linha, com um sólido conhecimento baseado no domínio de línguas como o sânscrito, grego, o latim e o hebraico, que muito o auxiliaram a penetrar nas sutilezas dos Grandes Iniciados e relacionar tais conhecimentos com a cultura maçônica.
A respeito da revisão dos graus filosóficos, se diz no prefácio à edição em português de O Pórtico e a Câmara do Meio: “Alberto Pike, um dos mais destacados Soberanos Grandes Comendadores do Supremo Conselho dos 33 Graus do Rito Antigo e Aceito da Jurisdição Meridional dos Estados Unidos da América, líder dos Supremo Conselho por trinta e dois anos ininterruptos, surge na História da Maçonaria como um dos mais importantes expoentes intelectuais. Foi um dos mais eruditos e importantes sistematizadores da história e dos graus simbólicos e filosóficos do Rito Escocês Antigo e Aceito, transcrevendo em suas principais obras a liturgia e os procedimentos ritualísticos dos Graus Escoceses.”
Autor de obras importantes e definitivas para a Maçonaria, sua obra monumental Moral e Dogma, no entanto, é a mais conhecida e a que o celebrizou em todo o mundo. Registre-se que o termo ‘dogma’ por ele utilizado significa ‘doutrina’ e não tem nenhuma relação com ensinamentos dogmáticos. Ao contrário, são conceitos muito abertos, modernos e avançados para sua época, de teor universal, profundamente válidos mesmo na atualidade, em pleno século XXI. Continuarão valendo, dadas as fontes nas quais ele os bebeu.
Nesta obra vamos encontrar a moral dos graus e sua doutrina como procedimentos e prática dos rituais, com conexão com a Sabedoria Universal bebida nas mais consagradas obras, como a Bíblia (de forma muito especial nos Livros de Ezequiel, Daniel, Isaías, Jeremias, Sinóticos, João e Apocalipse), na Torá, no Zohar, no Bahir, no Talmude, no Corão, no Mahabharata, na Tábua das Esmeraldas, no Veda, no Zend-Avesta, no Tao-Te-King, só para citar alguns. Estão presentes, por consequência, os titãs do pensamento que construíram o legado mais profundo da humanidade como Abraão, Moisés, Hermes Trismegisto, Osíris, Zoroastro, Lao-tsé, Buda, Confúcio, Pitágoras, Sócrates, Platão, Aristóteles, Fílon, Plotino, Cristo, Krishna, São Paulo, São João Evangelista, os profetas maiores e menores do Velho Testamento, São Francisco de Assis, São Tomás de Aquino, Santo Agostinho, Lutero, Calvino, os pensadores e filósofos da Idade Moderna e os seus contemporâneos.
Moral e Dogma, publicado em 1871, possui os graus simbólicos de Aprendiz, Companheiro e Mestre Maçom e os graus filosóficos do 4º ao 32º, com denominações muito semelhantes às que conhecemos no Supremo Conselho do Grau 33 do REAA da Maçonaria para a República Federativa do Brasil. No Brasil, esta obra está publicada pela YOD Editora, em 7 volumes, com tradução de Celes Januário Garcia Junior e Glauco Bonfim Rodrigues.
No prefácio do autor, o próprio Pike diz que “os ensinamentos dessas Leituras não são sacramentais, na medida em que vão do reino da Moralidade, para aqueles domínios do Pensamento e da Verdade. (...) Todos estão completamente livres para rejeitar e discordar de qualquer coisa aqui que possa lhe parecer falsa ou insalubre. Apenas é requerido que se pese o que é ensinado e que se dê uma audiência justa e um juízo despreconceituoso.” Como o leitor pode observar, um homem de mente aberta e avançada como Pike sabia da importância do livre-pensamento e da livre-expressão, o que já basta para retirar da palavra dogma qualquer sentido fechado e definitivo. Ele se posiciona como todo bom e responsável maçom. O pensamento deve caminhar de mãos dadas com a Verdade, sem camisa-de-força, porque a falta de liberdade mata as ideias.
Seu trabalho gigante rende frutos até nossos dias, com influência marcante onde o Rito Escocês estiver presente, dada a largueza de suas ideias, destituídas de qualquer tipo de preferência ou sectarismo. As palavras, a propósito da revisão dos Graus Simbólicos e Filosóficos encetada por Pike, extraídas do prefácio de O Pórtico e a Câmara do Meio – outra obra monumental dele que sistematiza o Templo maçônico explicando o significado de cada detalhe – atestam a sua independência de pensamento: “Pike, nesta tarefa hercúlea a que se propôs (a revisão dos 32 graus do REAA), fortaleceu os ensinamentos do Rito Escocês Antigo e Aceito, expurgando todo tipo de sectarismos e adversidade política do conteúdo dos rituais, estabelecendo uma rota de desenvolvimento intelectual, o que colocou o Supremo Conselho da Jurisdição Meridional na posição de mais influente e atuante de todo o mundo. Ele engrandeceu o conteúdo das Instruções aos diversos graus com um amplo conhecimento das culturas antigas (...) fundamentando e comprovando o que antes era apenas perceptível em nossos rituais.”
Pike, citado por muitos, é lido por poucos, o que é uma pena! Para estimular os que por aqui passarem a lerem-no e estudarem-no, deixamos algumas citações a título de ilustrações de suas ideias.
“A Força cega do povo deve ser economizada e também gerenciada, assim como a Força cega do vapor, que levanta os pesados braços de ferro e gira as grandes rodas...”
“Os dois grandes motores são a Verdade e o Amor.
“O Poder, em um exército manejado pela tirania, é a enorme soma total da fraqueza absoluta; e assim, a Humanidade trava guerra contra a Humanidade, a despeito da Humanidade.”
“Despotismos, vistos no passado, tornam-se respeitáveis, como a montanha eriçada de rochas vulcânicas, áspera e horrenda, parece ser, através da neblina da distância, azul, macia e bela.”
“Toda loja é um Templo, no todo e em seus detalhes simbólica. O próprio universo forneceu ao homem o modelo dos primeiros templos edificados à Divindade.”
“O divino sempre se mistura com o humano; o espiritual se mescla com o terreno; e existe algo espiritual nos deveres mais comuns da vida.”
“É mais difícil para um povo manter do que ganhar a sua liberdade.”
“Um povo pode suportar usurpações militares, Estados subjugados se ajoelharem e usarem a canga, enquanto sob pressão da necessidade; mas, quando a necessidade desaparece, se o povo estiver preparado para ser livre, o país submerso virá à tona e reaparecerá, e a Tirania será adjudicada pela História por ter assassinado suas vítimas.”
“A Maçonaria deve ser uma energia que encontra seu alvo e efeito na melhoria da humanidade. (...) Os três grandes princípios da ocupação de um maçom são Amor Fraternal, Assistência e Verdade.”
“Apenas Deus é Sábio. A sabedoria do homem não é senão um reflexo e a imagem da imagem de Deus.”
“Todos os seres emanaram do Ser Supremo: quanto mais próximo um ser está d’Ele, mais perfeito é; quanto mais remoto na escala, menor sua pureza.”
“A Maçonaria armazenou essas doutrinas (da Sabedoria antiga), do trigo peneirado do joio, da Verdade separada do Erro, no fundo de seu coração, e através dos fogos da perseguição, e das tempestades da calamidade, as trouxe e as entregou para nós.”
“A medicina universal para a Alma é a Suprema Razão e a Absoluta Justiça. “
“A fé começa onde a razão mergulha exausta.”
“Não se deve, na verdade, nem escrever e nem falar contra ninguém neste mundo. Aqui cada um tem o bastante para fazer, observar e tomar conta.”
“Um homem não pode aumentar sua estatura, mas pode ampliar sua alma. Por um ato da vontade ele pode transformar-se num gigante moral, ou diminuir até tornar-se um pigmeu.”
Oxalá motivado pelas citações acima, retiradas ao sabor do acaso de sua obra Moral e Dogma, possa você, leitor, embrenhar-se na floresta de ideias (lembrem-se que são sete tomos, há muito a explorar!) deste insigne pensador maçônico e grande intelectual, de sólida erudição, e encontrar pérolas de sua sabedoria na fonte original.
A provocação está feita, o desafio está lançado!
Waldomiro W. Peixoto – cadeira 26
